Qual a diferença entre hotel e hostel?

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Postado em 31 de outubro de 2008 por Vanessa Silveira em Curiosidades

Hotel com “s”

 

Família e roommate não se escolhe. Embora os espíritas acreditem que a gente decida a família antes de reencarnar, na prática não é bem assim. Com os roommates (companheiros de acomodação) não é diferente, só sabemos quem será o novo “amigo” depois de fazer o check in.  Na Europa, os hostels são referência às viagens de jovens. O local é muito mais que uma hospedaria, é um ponto de encontro. A idéia é oferecer mais que uma cama ao viajante.

 

É comum os mochileiros se encontrarem nesses albergues e não sentirem vontade de sair deles. A grande maioria dos hostels possui cozinha coletiva que vira fácil, fácil, ponto de encontro. Entre uma cebola cortada aqui, um tomate picado ali, os hóspedes vão se tornando amigos.

 

Trocando idéias no hostel, em Valência-Espanha, enquanto a comida ficava pronta. Na foto: eu, o roommate americano e a parceira de viagens, Renata

Nessas casas aconchegantes, as diárias são cobradas de acordo com a quantidade de camas no quarto, ou seja, quanto mais camas, mais baratas ficam as acomodações. Os quartos podem ser femininos, masculinos ou mistos. Pra se ter uma noção, a diária em um hostel custa em média 25,00 euros. Já no hotel o preço mínimo é de 70,00 euros, mas a grande diferença de hotel e hostel, além de um “s” a mais, é que em um você aluga o quarto; no outro, a cama.

 

Não dá para falar em roommates e não se lembrar dessa galera que foi minha família em Londres

O maior quarto em que já fiquei tinha 14 camas. Foi engraçado, mal se via o outro lado da acomodação, o lugar era imenso, mas super limpinho. O banheiro era coletivo, como sempre, mas não vejo nenhum problema nisso. A opção por esse tipo de acomodação vai muito além da economia. O lugar é perfeito pra pessoas com cabeça jovem que querem conhecer gente versus lugares. No primeiro dia você está na cidade e sai sozinho, no segundo dia já estão em três, quatro, cinco pessoas e a rede de amigos só cresce.

Batendo pernas pelas ruas de Verona-Itália com os novos rommates

 

Muitas vezes o viajante dá sorte e encontra no hostel alguém que já está há um tempão no lugar, fez vários programas e leva o recém-chegado pra destinos nada tradicionais. O hostel é um local de troca de culturas. Me lembro bem de um café da manhã em Amsterdã: um argentino, um alemão, um americano, um australiano, e eu. Todos conversando livremente. Gente!!! Por favor, estudem inglês, caso contrário vocês vão se sentir um ET!

Andando pelas ruas de Veneza encontramos nossos amigos de hospedaria de Firenze-Itália. Saimos pra comemorar o inusitado reencontro num jantar pra lá de animado!

 

Fique por dentro!

 

A maior rede de albergues do mundo, Hostelling International, começou na Alemanha em 1912. Aqui no Brasil os hostels chegaram junto com o movimento hippie na década de 60 e em 1971 nasceu a Federação Brasileira dos Albergues da Juventude.

 

A entidade tem mais de 90 hostels cadastrados: em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

 

No Brasil, as diárias variam entre R$ 20,00 e R$ 50,00 por pessoa. No mundo, essa rede registra mais de 35 milhões de pernoites por ano. São 4 mil albergues espalhados por 60 países. Em site o viajante pode fazer reserva de qualquer parte para qualquer parte. Na Europa, a acomodação varia de 15,00 a 35,00 euros.

 

 

 

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Sobre o autor

Vanessa Silveira

Uma pessoa bipolar, bipolar no melhor sentido. Vou tanto aos extremos que achei esta palavra perfeita para me resumir. Amo camping e hotéis. Amo barulho e silêncio. Amo viver e odeio envelhecer. Vivo cada dia como se fosse único, menos um dia em minha vida, mas adooorooo quando chega sexta-feira. Amo baladas e barzinhos. Conversa com amigos e ficar em casa de pijamas. Amo andar na rua como uma estranha, mas sou louca por popularidade. Adoro cheiro bom, mas os perfumes me enjoam. Amo crianças, mas não quero ter filhos. Tenho um coração aberto para novas paixões e fechado para grandes amores. E acima de tudo amo viajar e estar em casa. Amo as pessoas que passaram pela minha vida e odeio me despedir delas.

5 Comentários


  1.  
    Heloisa

    Eh isso mesmo, ha menos de um mes fui para Argentina sozinha sem programar nada. No primeiro dia jah conheci um Irlandes, um Frances e uma Norueguesa e formamos uma “familia” por uma semana… foi barbaro…
    eh lah que se conhece gente…
    para quem estah pensando em viajar e nao conhece o local e nem muitas pessoas… se arrisquem e deixem um albergue conquistar vc..




  2.  
    Paulo

    É isso aí roomie !!!
    Agora quero ver vc lembrar do nome do chileno cabeludo da foto…
    BJS




  3.  
    Gustavo

    Aew chapa belo post estava lendo algumas coisas sobre hospedagem para viagens e encontrei esse termo.
    Muito obrigado pela expicação.




  4.  
    There Lee

    Que legal! Outro dia uma amiga me perguntou a diferença entre hotel e hostel, e eu não sabia, então hoje vim pesquisar para poder dizer a ela depois. Adorei saber a diferença. Aqui na minha cidade tem Hostel, vivo na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, e me deu até vontade de ir para um Hostel para conhecer pessoas diferentes.
    Ótima sua explicação. Abraços.





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